Livros

Restauração florestal

BRANCALION, Pedro Henrique Santin; GANDOLFI, Sergius; RODRIGUES, Ricardo Ribeiro
978-85-7975-019-9

A restauração florestal é uma atividade emergente no Brasil e no mundo e que muito rapidamente tem deixado de ser apenas um campo de investigação da Ecologia Aplicada para se tornar uma atividade profissional e econômica. Nesse contexto, a capacitação de recursos humanos para atuar na restauração florestal é necessária e premente. No entanto, por ser uma atividade multidisciplinar e transdisciplinar por excelência, ela traz grandes desafios para que seus profissionais consigam conciliar conhecimentos sobre Ecologia, Botânica, Silvicultura, Ciência do Solo, Economia e Ciências Sociais, entre outros. Em face desse desafio, constata-se grande escassez de obras didáticas que deem suporte para as iniciativas como na extensão universitária.

Diante desse contexto, os principais objetivos deste livro são 1)fornecer informações básicas para que estudantes e profissionais interessados ou já atuantes na restauração florestal possam compreender o histórico e as bases conceituais que sustentam essa atividade no Brail, 2) aplicar esse conhecimento teórico e a experiência prática acumulada na escolha adequada e consciente dos melhores métodos de restauração para cada situação de degradação devidamente diagnosticada no campo, tanto em termos ecológicos como de operacionalidade e de custos, com uma definição adequada e devidamente planejada das ações de restauração, e, ainda, 4) monitorar, com base nos resultados obtidos, a efetividade da escolha dos métodos e da aplicação das ações de restauração, permitindo diagnosticar se a trajetória de restauração está adequada ou se são necessárias ações corretivas ou de manejo adaptativo.

Embora tenha sido escrito por três cientistas, professores e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), este não é um livro caracteristicamente científico, mas sim um livro técnico, prático, sempre preocupado em sustentar as ações de restauração em fundamentos científicos. Buscou-se neste trabalho fazer reflexões e propor orientações gerais para a restauração florestal no Brasil, sempre atentando para o cumprimento da legislação ambiental, para a sustentabilidade da atividade agropecuária e para o bem-estar da sociedade em geral. Essas reflexões e orientações foram sustentadas na literatura cientifica e sobretudo na própria experiência prática e visão de mundo dos autores.

Os capítulos são ricamente ilustrados, usando imagens do amplo acervo dos autores, acumulado nos seus muitos anos de experiência de campo, implantando, visitando e colaborando com projetos de restauração florestal em todo o Brasil. A intenção dessa ilustração farta foi facilitar a compreensão de conceitos e dos exemplos apresentados, além de tornar o livro mais atrativo para estudantes de graduação e pós-graduação e para profissionais do setor, que são o principal público-alvo deste trabalho. Sendo assim, esta obra se baseou no uso da linguagem mais didática possível, sem fazer a apresentação de inúmeras citações de artigos científicos ao longo do texto, mas recomendando algumas leituras complementares no final de cada capítulo, com o intuito de permitir a complementação e a continuidade do aprendizado do seus leitores. Em cada capítulo, foram também incluídas duas caixas de texto na versão impressa e disponibilizadas outras tantas em versão <i>on-line</i> (em <a href="www.ofitexto.com.br">www.ofitexto.com.br</a>, na página do livro), visando discutir, complementar e ilustrar o conteúdo desses capítulos com base no conhecimento das principais lideranças brasileiras e mundiais em restauração florestal. A valiosa colaboração dessas lideranças certamente constitui um dos principais diferenciais desta obra, pois visa permitir uma aproximação dos leitores com as experiências práticas dessas lideranças, ampliando os horizontes de conhecimento e até de parcerias.

Mas, apesar da contribuição pretendida com este livro, há que se fazer algumas ressalvas. Embora a restauração ecológica possa ser aplicada na recuperação de diferentes tipos de vegetação, o enfoque deste trabalho foi o da restauração de florestas tropicais e subtropicais brasileiras e, portanto, as informações apresentadas nele se referem às florestas, e não às demais vegetações não florestais presentes no Brasil. Para restaurar vegetações que não são florestais, é preciso conhecer muito sobre a dinâmica dessas formações, e, ainda que alguns aspectos aqui discutidos possam se aplicar a outras vegetações, será sempre necessário buscar outras informações, diferentes das que foram apresentadas neste livro, para que se possa construir a base científica necessária que permita pensar e executar adequadamente a restauração ecológica desses outros tipos vegetacionais.

Adicionalmente, a experiência acumulada pelos autores em muitos anos de prática da restauração florestal, expressa na construção desta obra, foi obtida sobretudo em paisagens agrícolas muito fragmentadas, principalmente do Sudeste e do Nordeste brasileiros, que apresentam particularidades e limitações para a expressão da regeneração natural de florestas biodiversas. Diante disso, é provável que haja um viés contextual nas orientações apresentadas, que devem ser sempre refletidas e devidamente contextualizadas na realidade do restaurador antes de serem implementadas. Nesse sentido, esta obra não deve ser entendida como um livro de receitas prontas e acabadas para a restauração de florestas tropicais brasileiras, mas sim como um guia conceitual e prático para a identificação dos processos que definem o sucesso ou o insucesso das iniciativas de restauração florestal e para a orientação, mas não a prescrição, da busca de caminhos mais promissores, que levem a resultados mais satisfatórios.

Por fim, espera-se que este livro contribua com a formação e a atualização acadêmica e profissional dos restauradores florestais atuais e futuros, colaborando assim com o avanço, em quantidade e qualidade, da restauração florestal no Brasil.

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Colheita e Pós-Colheita de Citros

NASCIMENTO, Lenice Magali do; KLUGE, Ricardo Alfredo; AGUILA, Juan Saavedra del
978-85-7984-795-0

O Brasil destaca-se pela alta produtividade de frutos de citros no cenário mundial, embora a sua maior produção ainda seja destinada à fabricação de suco concentrado para exportação. Entretanto, a produção de citros para mesa vem aumentando e se diferenciando em função das novas exigências do mercado consumidor e da atual situação que vêm enfrentando os produtores de citros para a indústria, levando-se em consideração as dificuldades atualmente encontradas por eles na comercialização do suco concentrado. Por esse motivo, muitos produtores estão investindo na produção de frutos de mesa com elevada qualidade, que podem ser comparados com aqueles produzidos pelos principais países produtores desses frutas.

Investir em tecnologias pós-colheita tornou-se uma necessidade para atender às demandas impostas pelos consumidores, cada vez mais exigentes em relação à aparência, sabor e longevidade dos frutos. Assim, este livro buscou sanar parte da enorme carência de informações sobre tratamentos pós-colheita de citros, numa tentativa de levar a esse importante elo da cadeia produtiva os conhecimentos gerados por pesquisadores altamente qualificados e imbuídos na busca por frutos de melhor qualidade e competitivos nos mercados interno e externo de frutas frescas.

Elaborar este livro foi para nós, autores, um grande desafio, mas com o propósito único de sanar as deficiências na literatura com relação à pós-colheita de laranjas, tangerinas e limões.

ISBN: 978-85-7984-795-0


Morfologia da raiz de plantas com sementes

ALMEIDA, Marcílio de; ALMEIDA, Cristina Vieira de
978-85-86481-32-1

O estudo da Morfologia Vegetal abrange a descrição das formas e estruturas dos órgãos constituintes das plantas, oferecendo subsídios para melhor compreender as estratégias adaptativas das mais variadas espécies e seus diferentes habitats. 

É uma Ciência básica da Botânica que fornece dados essenciais para a classificação dos grupos vegetais, as funções de seus órgãos e sistemas, adaptações e biodiversidade, além de prover conhecimentos fundamentais para estudos das formas de propagação das plantas. 

Do ponto de vista evolutivo, é importante destacar que a conquista do ambiente terrestre pelas plantas somente foi estabelecida com a “divisão de tarefas”, sendo o desenvolvimento dos sistemas subterrâneos, responsável não somente por sua fixação ao solo, como também, pela obtenção de água e sais minerais. A arquitetura do sistema aéreo para a captura de luz solar, e consequente síntese orgânica, modificaram gradualmente a sobrevivência das plantas. 

Somente após o desenvolvimento das flores e sementes foi possível a plena conquista do ambiente terrestre, conferindo a grande variabilidade das espécies atuais.

Sendo assim, acreditamos que conhecer as “estratégias adaptativas” dos vegetais, distinguindo as diferenças morfológicas existentes nas mais variadas espécies, nos permitirá compreender os resultados dos processos de seleção natural que garantem a sobrevivência e permanência dos vegetais na Terra.

A Coleção Botânica é resultado de um projeto elaborado desde 2006, onde o objetivo principal é divulgar as informações adquiridas ao longo de nossa carreira de Biólogos, acreditando que compartilhar nossos conhecimentos seja a melhor maneira de nos recompensar por nosso trabalho. Afinal, saber e não divulgar nos tornaria totalmente inábeis.

A Coleção Botânica abordará as estruturas que constituem os vegetais: Raiz, Caule, Folha, Flor, Inflorescência, Fruto e Semente. 

Para sermos eficazes e pensando nessa e nas próximas gerações, publicamos essa Coleção on-line, ponderando que nos dias atuais, a aprendizagem móvel atinge comunidades variadas que envolvem usuários por meio da aplicação de novos ambientes de e-learning. Nossa experiência, somada ao contato diário com estudantes, pesquisadores e empresas Biotecnológicas, nos conduziram ao uso dessa ferramenta de aprendizagem que certamente, ampliará os acessos às nossas informações.

Sendo assim, a Coleção Botânica está disponível gratuitamente para você acessá-la ou imprimí-la parcial ou totalmente, desde que você gentilmente faça a citação bibliográfica dessa obra.

Com a elaboração deste trabalho esperamos enriquecer seus conhecimentos em Botânica.

ISBN: 978-85-86481-32-1

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Morfologia do caule de plantas com sementes

ALMEIDA, Marcílio de; ALMEIDA, Cristina Vieira de
978-85-86481-33-8

O segundo volume da Coleção Botânica descreve outra estrutura vegetativa, o caule, órgão que permite a comunicação entre os sistemas: radicular e foliar, responsável por sustentar a copa constituída pelos ramos e folhas.

Os caules, geralmente são aéreos e sua forma arquitetônica permite que as plantas assumam posição privilegiada em relação à luz. Seu crescimento é oposto à força da gravidade, e em função disso, são caracterizados como órgãos que apresentam geotropismo negativo.

Todavia, como tudo na natureza, essa característica não é uma regra, uma vez que inúmeros são os exemplos de caules subterrâneos, ou mesmo aéreos, que apresentam geotropismo positivo. Assim como na raiz, você verá que o caule pode desempenhar funções extras como reserva, propagação e fotossíntese.

Para facilitar seu estudo usaremos o mesmo método de classificação e caracterização dos caules, como o fizemos em raízes (Coleção Botânica, 1), seguindo uma ordem de acordo com sua origem, constituição, alterações que apresentam nos diferentes ambientes e suas principais funções.

Esperamos auxiliá-lo com essas informações básicas, assim como o fizemos com o tema Raiz.

Excelente leitura para você!!!!!

ISBN: 978-85-86481-33-8

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Anfíbios e anuros em áreas de floresta plantada no Vale Paraíba, Estado de São Paulo: Uma contribuição para a conservação da biodiversidade

YAMAMOTO, Marcos; BERTOLUCI, Jaime
978-85-66115-14-7

As áreas de florestas plantadas podem servir de refúgio a muitas espécies de animais e plantas, e o número de espécies que são capazes de manter aumenta com o tempo de crescimento, à medida que o ecossistema se torna estruturalmente mais complexo. O eucalipto, assim como outras espécies exploráveis comercialmente, pode cumprir esta função, que pode ser maximizada quando são tomadas certas medidas de manejo voltadas à conservação.

A Herpetologia, o ramo da Zoologia que estuda os anfíbios e os répteis, tem sido utilizada das mais variadas formas para explicitar a necessidade da conservação da biodiversidade e até mesmo para a escolha de áreas prioritárias, essenciais à perpetuação das espécies, podendo fornecer diretrizes de manejo e uso sustentável de ecossistemas naturais e antropizados.

Diversas características do ciclo de vida e da biologia dos anfíbios anuros os tornam suscetíveis a alterações no ambiente, o que faz com que possam ser usados como excelentes bioindicadores. A presença de certas espécies, tanto na fase aquática (os girinos) como na fase adulta, pode revelar o estado de conservação de um ecossistema, particularmente de ambientes florestais, tipicamente muito ricos em espécies e em endemismos.

Este trabalho representa uma contribuição para a conservação dos anfíbios do estado de São Paulo, na medida em que evidencia que as áreas de florestas plantadas abrigam inúmeras espécies, algumas ameaçadas de extinção, e em que sugere práticas de manejo desses florestas que beneficiem esse importante grupo de animais. Está dividido em duas partes, que podem ser apreciadas de forma independente. Na Parte 1, fornecemos dados da anurofauna presente em 10 fazendas de propriedade da Fibria Celulose S.A. Na Parte 2, apresentamos os resultados do monitoramento e da avaliação das alterações observadas na comunidade de anfíbios anuros durante o desenvolvimento de uma floresta plantada com eucalipto de propriedade da mesma empresa, desde a implantação até a colheita.

ISBN: 978-85-66115-14-7


Crop Enhancement: Releasing Plant Potential

ARAMAKI, Paulo Hiromitu; SILVA, Alexandre José da; CASTRO, Paulo Roberto de Camargo e
Crop Enhancement: Releasing Plant Potential

An in-depth understanding of the effects of insecticides on plants is a big challenge. Starting with their traditional role of controlling pests and further studying the additional benefits they provide to plant physiology, we can attain a new level of integration between technology and knowledge. In terms of crop vigor and productivity, there are various concepts involving physiological effects and pest control.

This book compiles the results of several studies carried out by the research and development team at Syngenta Crop Protection, under the coordination of Prof. Dr. Paulo Roberto de Camargo e Castro (ESALQ / USP). The book assesses the performance of thiamethoxam and the effects of various methods of application (drench, tray, foliar spray and sowing in furrows) on the main crops in Brazil. The book is divided into two phases:the first consists of technical and scientific information regarding the physiological effects (vigor effect) that insecticides have on plants, and the second part presents practical results of trials conducted at experimental stations in Holambra, Sao Paulo state and in Goiania, Goias state.

Therefore, this publication presents relevant information on improvement of plant physiology and vigor effect through the use of insecticides on crops of major economic importance in Brazil. It represents an indispensable source of reference to all those interested in the field of plant physiology, plant pesticide interaction and vigor, attained through an innovative goal that increases productivity and brings plant potential to life.


Introdução à Botânica: morfologia

SOUZA, Vinícius Castro; FLORES, Thiago Bevilacqua; LORENZI, Harri
978-85-86714-42-9

Em um país com dimensões do Brasil, que abriga a maior biodiversidade do mundo, os estudos sobre a nossa flora são estratégicos, tanto no que se refere ao seu melhor aproveitamento econômico, conciliado com as necessidades das populações, quanto em relação à necessidade de conservação para garantir que estes recursos naturais também estejam disponíveis para as gerações que estão por vir. Neste contexto, contribuir para que todos possam ter um acesso mais fácil à terminologia utilizada nos estudos científicos é uma tarefa das mais importantes. Foi isso que os autores tinham em mente, quando decidiram fazer este livro.

Assim, esta obra, de cunho estritamente didático, tem por objetivo o estudo da MORFOLOGIA VEGETAL, que é a área que investiga plantas, suas variações, origens e relações com o meio ambiente, além de aspectos ligados à evolução dos vegetais. Assim, o estudo das partes morfológicas é um conhecimento básico e fundamental para o entendimento da Botânica e de áreas afins. Destina-se a estudantes de cursos de nível superior (biologia, farmácia, engenharia agronômica e florestal, paisagismo, ecologia, etc.), bem como para estudantes de nível médio e botânicos amadores e autodidatas, em especial aqueles que têm pouca familiaridade com o tema.

Utilizou-se de uma linguagem simples para tratar de termos técnicos geralmente de entendimento mais difícil em publicações similares. Foi ricamente ilustrado com mais de 400 fotografias coloridas de órgãos, realizadas pelos próprios autores em sua maioria especificamente para este livro. Foram escolhidas espécies de uso popular e, na medida do possível, amplamente conhecidas em todo o país, de forma que o leitor possa facilmente confrontar as estruturas apresentadas.

ISBN: 978-85-86714-42-9


O Código Florestal e a Ciência: Contribuições para o Diálogo

SILVA, josé Antonio Aleixo (Coordenador); NOBRE, Antonio Donato; JOLY, Carlos Alfredo; NOBRE, Carlos Afonso; MANZATTO, Celso Vainer; REICH FILHO, Elibio Leopoldo; SKORUPA, Ladislau Araújo; DA CUNHA, Maria Manuela Ligeti Carneiro; MAY, Peter Herman; RODRIGUES, Ricardo Ribeiro; AHRENS, Sérgio; SÁ, Tatiana Deane de Abreu; AB´SABER, Aziz Nacib (in memorian)
978-85-86957-18-5

As ponderações científicas contidas neste documento contribuem para o diálogo que a sociedade realiza sobre as possíveis alterações do Código Florestal Brasileiro. Ressalte-se, porém, que não se trata de uma análise detalha da de dispositivos do Código Florestal vigente e nem do substitutivo ao PL no 1.876/99 e seus respectivos apensados. 

Inspirou e balizou este trabalho a perspectiva de novos conceitos e de novos instrumentos tecnológicos para o planejamento e ordenamento territorial, orientados para estimular o aumento da produção e da produtividade agrícola em sinergia com a sustentabilidade ambiental. 

O documento explicita o referencial científico utilizado para análise de vários temas do ambiente rural e urbano que não podem ser desconsiderados na revisão da legislação, citando exemplos de dispositivos do Código Florestal vigente e do substitutivo em discussão. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) permanecem à disposição para mobilizar competências na sociedade que possam embasar cientificamente o diálogo, participando de agendas plurissetoriais. 

Este documento é fruto de extenso trabalho de revisão e pesquisa prospectiva desenvolvido pelos membros do Grupo de Trabalho do Código Florestal – SBPC/ABC, que procuraram à luz da ciência e tecnologia disponíveis, colaborar para um vigoroso diálogo sobre o Código Florestal. Entretanto, em vista da complexidade do assunto, deve ficar claro que os achados aqui reportados podem e devem ser ampliados, o que tronam bem-vindas outras contribuições cientificamente fundamentadas para melhorar a legislação vigente, que resultem em aperfeiçoamentos tanto para a preservação e conservação ambiental, como para o setor agrícola do pais.

ISBN: 978-85-86957-18-5

Arquivo(s):

Botânica Sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APGIII

SOUZA, Vinícius Castro; LORENZI, Harri
978-85-86714-39-9

A Botânica Sistemática é o ramo da ciência que estuda a diversidade das plantas, através da sua organização em grupos, com base em suas relações evolutivas. Esta área do conhecimento está passando por uma das suas épocas mais produtivas, em termos de geração de novos conhecimentos, especialmente no que se refere às relações evolutivas entre os táxons. Tudo isto está acontecendo em um ritmo tão acelerado que mesmo pesquisadores nesta área tem tido dificuldade em acompanhar as mudanças, tal a velocidade em que elas ocorrem. Paralelamente, há uma falta de livros-texto que permitiriam o acesso dos estudantes a este conhecimento e, assim, também o processo de aprendizagem fica dificultado pela falta de uma centralização das informações.

O público alvo deste livro é formado principalmente por estudantes de graduação e pós-graduação, nos diversos cursos que envolvem o conhecimento botânico, incluindo Biologia, Engenharia Agronômica, Engenharia Florestal, Farmácia e Bioquímica, Ecologia, Gestão Ambiental e outros. Também os pesquisadores em Botânica e em áreas afins e profissionais da área ambiental e de paisagismo poderão encontrar uma fonte segura de informações.

Buscou-se incluir as mais recentes novidades que estão sendo trazidas à luz com os recentes trabalhos de filogenia, o que nem sempre é muito fácil, já que há novidades quase todas as semanas. Assim, foi adotado, em linhas gerais, o que foi apresentado por APGIII (2009). Considerando que muitas novidades estão sendo trazidas em relação aos demais livros-texto disponíveis no Brasil, ao longo do texto foram acrescentadas informações sobre o posicionamento tradicional das famílias, o que permitirá uma transição mais tranquila para um novo sistema de classificação.

São apresentadas descrições morfológicas para todas as famílias de Gimnospermas e de Angiospermas com representantes nativos ou cultivados no Brasil.

ISBN: 978-85-86714-39-9


Guia de nutrição para espécies florestais nativas

SORREANO, Maria Cláudia Mendes; RODRIGUES, Ricardo Ribeiro; BOARETTO, Antonio Enedi
978-85-7975-049-6

Os vegetais têm importantes finalidades para a humanidade, pois fornecem alimentos, vestuários, combustíveis e remédios, além de propiciar a renovação ambiental e embelezar o nosso Planeta. Para viver, as plantas necessitam adquirir nutrientes no ambiente e assim se desenvolver e completar o ciclo vital. A nutrição de plantas, como ciência que é, tem como objetivo conhecer os nutrientes exigidos e as funções que os mesmos desempenham na vida vegetal, sendo a base para que a adubação seja feita de maneira racional, sem prejuízo para o ambiente.

Desde o início da agricultura, ocorrida por volta de 10 mil anos antes da era cristã, até fins do século XVII, quando os primeiros estudos foram realizados, pouso se sabia sobre a vida vegetal. As pesquisas de nutrição mineral de plantas a partir de seu início até o presente teve grande evolução, fornecendo as bases técnicas para a obtenção de grande quantidade de alimentos. Com a disponibilização de alimentos, a população mundial que tinha atingido 1 bilhão de habitantes no início do século XIX, chegou atualmente a mais de 7 bilhões, ocorrendo uma verdadeira explosão demográfica. Os alimentos produzidos foram obtidos em novas áreas de cultivo, em detrimento às florestas que existiam nesses locais, assim como pelo aumento da produtividade nas áreas de cultivo já tradicionalmente utilizadas.

Hoje é grande a preocupação em termos mundiais de conservar as florestas que restam e de recuperar ambientes degradados por meio do reflorestamento. Para justificar a importância desse tema, basta lembrar que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011 o Ano Internacional das Florestas, com o objetivo de sensibilizar a sociedade mundial para a importância da relação entre as florestas e a vida no nosso Planeta. As florestas cobrem aproximadamente um terço da área terrestre do Planeta, servem de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo e, ainda, garantem de forma direta a sobrevivência de 1,6 bilhão de seres humanos e 80% da biodiversidade terrestre. 

Como o próprio nome indica, o Guia de nutrição para espécies florestais nativas, que ora vem à luz, é uma publicação destinada a orientar aqueles que pesquisam e/ou ensinam na área de nutrição mineral de plantas das matas brasileiras. Na literatura, há muitas obras que tratam da nutrição mineral das plantas cultivadas com objetivos de produção de alimento, fibra, energia, medicamentos e para fins de ornamentação, mas este guia se distingue dessas literaturas pelas espécies utilizadas no estudo. As 14 espécies submetidas à deficiência de nutrientes para fins de descrição dos sintomas e dos consequentes efeitos microscópicos em seus tecidos são todas nativas do Brasil e muito usadas nos projetos de reflorestamento ou de recuperação de áreas degradadas. As espécies vegetais nativas se alimentam dos mesmos nutrientes que as plantas cultivadas, mas existem algumas particularidades, que estão explícitas na presente obra. Os conhecimentos da nutrição mineral de plantas nativas são fundamentais e necessários para gerir, conservar e explorar as florestas e, nesse aspecto, a literatura é muito escassa.

O Guia de nutrição para espécies florestais nativas segue um modelo diferente dos livros convencionais, que são divididos em capítulos. Por ser fruto da tese de doutorado da Dra. Maria Cláudia Mendes Sorreano, o livro relata, na seção “Conceitos básicos”, os critérios de essencialidade dos nutrientes e suas funções na vida vegetal, bem como descreve de forma geral a sintomatologia da carência da carência desses nutrientes em espécies florestais. Na seção “Material e métodos” são descritos os procedimentos adotados para se obter a sintomatologia de carência dos nutrientes os quais poderão servir de orientação para novos estudos similares. Em “Resultados e discussões”, inicialmente é proposta uma chave para a identificação visual dos sintomas de carência nutricional para espécies florestais, seguida de uma descrição detalhada dos sintomas observados. Ao final, são apresentadas fotografias obtidas por meio de microscopia, mostrando como os sintomas visuais são consequência de sintomas internos que afetam as células e os tecidos das plantas, com reflexos em seu desenvolvimento, e que podem impedir que os projetos de reflorestamento e de recuperação de áreas degradadas atinjam de maneira satisfatória os seus objetivos.

Assim, esperamos que todos os usuários deste guia possam ter uma visão geral da nutrição mineral de espécies nativas brasileiras e tirem proveito da descrição aprofundada sobre a nutrição das espécies abordadas neste livro, todas com importante papel em projetos de reflorestamento e de recuperação de áreas degradadas.

ISBN: 978-85-7975-049-6


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